Judith McKenna: No futuro, o trabalho pode não estar dentro da minha empresa. Pode estar em [qualquer lugar]


01 fev 2019

“Sou otimista”, declarou a CEO da Walmart International, Judith McKenna. “À medida que alguns papéis mudam, outros novos surgem.” Ela estava ao lado de Scott Belsky, da Adobe, Peggy Johnson, da Microsoft, e Jake Schwartz, da General Assembly em um painel da Fast Company discutindo sobre como a automação e a transformação digital estão forçando as empresas a pensar em como isso pode afetar sua força de trabalho. Os quatro estavam participando semana passada do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, encontro anual de líderes mundiais.

McKenna compartilhou sua visão de como os avanços tecnológicos inevitavelmente vão levar alguns empregos à obsolescência. Para lidar com a necessidade de modernização, ela disse que o Walmart passou esses últimos anos criando um programa de treinamento que pudesse realmente escalar.

Chamado “Academy”, esse programa deu aos colaboradores do Walmart a oportunidade de aprender habilidades técnicas, de liderança, e habilidades digitais. A intenção, segundo McKenna, é ter um programa continuado de educação. “Não basta fazer uma vez e pronto, tem que continuar com as pessoas”, reforçou. “Ano passado, treinamos 500 mil pessoas nessas ‘Academias´. Além dos militares norte-americanos, foi o maior programa nacional de treinamento. Cada vez mais isso se torna algo normal.”

Acho que as empresas estão começando a tomar diferentes decisões de negócios. Elas precisam descobrir como equilibrar as novas tecnologias, tornando as coisas mais eficientes de acordo com as necessidades das pessoas. Uma maneira de fazer isso é treinar os funcionários preparando-os para novas oportunidades.” – Judith McKenna

Ao mesmo tempo, Peggy Johnson, vice-presidente da Microsoft acredita que é imperativo garantir que toda a força de trabalho esteja em sintonia com os valores da organização. Johnson descreveu como sua empresa repensou isso. A ideia foi ir do “ser o sabe-tudo para o espírito de aprendizagem”, disse. Para ela, o mais importante foi que todos os colaboradores estão envolvidos. Essa “consistência de mensagem”, acrescentou Johnson, “foi o que nos ajudou a engajar todos os 130 mil funcionários”.

Mais do que apenas uma vantagem competitiva

A educação e a formação são certamente uma forma de garantir o sucesso profissional dos colaboradores. Mais amplo do que isso, no entanto, é a necessidade de as empresas perceberem por que precisam investir mais neles. “Você tem que enviar sinais fortes”, disse Belsky, da Adobe, “você precisa reinventar à maneira como faz as coisas”.

Johnson falou da maratona anual para fomentar a colaboração entre as equipes da Microsoft. “Não temos apenas engenheiros, mas advogados e profissionais de finanças que se reúnem e analisam problemas de maneiras diferentes. O resultado é que são geradas uma infinidade de ideias”.

McKenna acrescentou que as organizações não podem continuar fazendo isso [treinando e formando] apenas para garantir sua própria sobrevivência:

Acho que as empresas precisam parar de pensar que esses programas de desenvolvimento são uma vantagem competitiva. É algo que simplesmente elas precisam fazer para reter e capacitar talentos”.

Considerando o crescimento da Economia Gig, McKenna compartilhou uma mudança de mindset. “No futuro, o trabalho pode não estar na minha empresa, pode estar [em outro lugar]”. Ainda assim, ela explicou à plateia, estará tudo bem.

Via Fast Company

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Redação O Futuro das Coisas
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Comments

  1. Eu quero estar na próxima turma do curso O futuro das coisas, como faço?

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