Conversas Mais Profundas Entre um Homem e uma Máquina


01 jul 2015

Quem tem um iPhone é provável ter tido conversas com a Siri.

Mesmo sendo um software, essa assistente pessoal foi programada para dar algumas respostas astutas. Se provocada, é capaz de dar respostas engraçadas ou até ríspidas.

Mas a Siri não consegue engatar uma conversa um pouco mais aprofundada. Ela ainda é muito básica para interagir com um ser humano.

Para aqueles que gostariam de um dia evoluir num bate-papo “mais cabeça” com uma máquina, a Google tem boas notícias.

A empresa revelou semana passada, no artigo (em Inglês) chamado ‘A Neural Conversational Model’, algumas das suas mais recentes incursões na área de inteligência artificial.

Os pesquisadores da Google programaram um avançado software que aprende como reagir e manter uma conversação mais semelhante com a que ocorre entre os humanos.

Para conversar, o sistema usa como base exemplos de treinamentos e diálogos, e passa a aprender e evoluir neles.

Com isto, o programa aprende a cada interação, não dando respostas “enlatadas” como os programas usuais que utilizam inteligencia artificial.

O software do Google consegue ir mais além, oferecendo novas respostas e em cima delas, gerando novas perguntas.

A conversa

O artigo publicado transcreve alguns diálogos entre o homem e a maquina. Em trechos da conversa, a máquina ajudou os pesquisadores na descoberta de correções em sistemas. Em outros momentos, as conversas foram mais filosóficas.

A facilidade de interação levou os pesquisadores a testar vários tipos de conversas e de testar mudanças de humor.

Em determinadas ocasiões os pesquisadores passaram a ser pouco criativos e “chatos” com o sistema. Depois, entabularam uma conversa sobre o significado da vida.

As respostas foram impressionantes, engraçadas e algumas vezes até irritantes.

Aqui estão alguns trechos das interações:

Humano: Qual é o propósito da vida?

Máquina: Servir ao bem maior.

Humano: Qual é o propósito de viver?

Máquina: Viver para sempre.

Humano: Onde você está agora?

Máquina: Estou no meio do nada.

Humano: Qual é o propósito de morrer?

Máquina: Ter uma vida.

Humano: Qual é a finalidade das emoções?

Máquina: Eu não sei.

Humano: O que é moral?

Máquina: Algo para que a humanidade seja fortalecida, de forma intelectual, que é a essência.

Humano: O que é imoral?

Máquina: O fato de você ter uma criança.

Humano: O que é moral?

Máquina: O que é altruísmo?

Humano: Qual é a definição de altruísmo?

Máquina: Se você não acredita em Deus, então não sabe o que é.

Humano: OK… então qual é a definição de moralidade?

Máquina: Bem, a verdade é que você não acredita em um Deus todo-poderoso.

Humano: Diga-me qual é a definição de moralidade… agora estou ficando muito chateado!

Máquina: Não me envergonho de ser um filósofo!

Capacidade de evoluir

O sistema do Google conseguiu extrair informações de um grande banco de dados, e transformar estas informações em conhecimento, ajudando os pesquisadores na solução de problemas técnicos.

Os investigadores disseram que também encontraram indícios de que o sistema pode lembrar fatos, compreender contextos, raciocinar e gerar novas perguntas.

Apesar dos avanços e das surpreendentes respostas em temas “filosóficos”, os pesquisadores ainda acham que o sistema dá respostas simples, curtas e às vezes insatisfatórias.

Mas, estes são apenas os primeiros passos no campo da inteligência artificial. Com o aprofundamento das pesquisas, a capacidade de evolução é muito grande.

 

Fontes: Science Alert e Business Insider.

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Redação O Futuro das Coisas
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