Como navegar no futuro exponencial?


17 jul 2016

Qual a habilidade mais importante para navegar e liderar no futuro exponencial?

Segundo Frank Diana, especialista em evolução das sociedades e futuro dos negócios, a resposta seria a habilidade para conectar os pontos.

No seu artigo de 13/07/16, ele escreve:

“Cada ponto representa um componente de inovação que combina com outros pontos para criar valor. Essa dinâmica tem um ritmo acelerado que desafia as mentes criativas a criar um impacto combinatório.”

Ligando os pontos

Um exemplo seria os componentes da ciência e da tecnologia que combinam com cenários futuros que podem criar um cenário emergente para os veículos autônomos. O próprio veículo autônomo se torna um componente de inovação que gera novos cenários futuros como o Transporte 2.0, a Internet Logística e a Automação de Tudo.

Quando acrescentamos a dimensão social, a complexidade na conexão dos pontos aumenta. Frank explica que várias mudanças sociais estão conectadas a um cenário futuro específico. Por exemplo, o Relatório Citi aborda a queda contínua das taxas de fecundidade e as implicações do envelhecimento da população. Uma dessas implicações é o declínio da população em idade ativa. Então, três mudanças sociais estão conectadas (as taxas de fecundidade, o envelhecimento da população, e a diminuição da população em idade ativa).

Ao mesmo tempo, o cenário futuro marcado pela Automação de Tudo (robótica avançada, automação do trabalho, etc) leva a uma crescente preocupação com as mudanças sociais relacionadas ao desemprego tecnológico. Pensando no futuro, conectar esses pontos podem conduzir a duas perspectivas bem diferentes: a primeira, recebe um maior grau de atenção; o nível previsto da automação irá aumentar significativamente o desemprego. Mas, noutra perspectiva, o cenário de automação resolveria questões associadas ao declínio da população em idade ativa. Em outras palavras, será que a automação se move no sentido de resolver um problema social emergente – ou cria um novo problema?

Segundo Frank, conectar esses pontos – com uma boa dose de criatividade e design thinking – é uma das habilidades mais importantes que espera-se dos futuristas e dos líderes empresariais.

Fonte: Frank Diana

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Redação O Futuro das Coisas
Redação O Futuro das Coisas

O Futuro das Coisas é dedicado a trazer conteúdo exclusivo em inovação, tecnologia, educação e medicina numa linguagem divertida e acessível.

Comments

  1. Muito bom cara! Vou acompanhar mais o teu blog.

    Eu curto muito futurismo e fiz o curso Friends of Tomorrow com o Tiago Mattos.
    Se quiser trocar uma ideia, estamos aí.

    Grande abraço! Parabéns!

  2. Ministro um curso na FAE ( Pós Graduação em Curitiba ) chamado “Strategic Foresight “. Ex-aluno do Peter Bishop ( Un. of Houston ). Parabéns pelo site / Muito legal mesmo !!!!

  3. Weliton Gonçalves Cunha : setembro 12, 2016 at 2:51 pm

    Penso que a maior e mais importante interação seja primeiro entre as pessoas,depois sim, as coisas.Se torna necessário criar e desenvolver um projeto tecnológico para ampliar e melhorar a interação entre pessoas.

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