Imagine um futuro próximo em que comunidades inteiras prosperam graças a uma economia local fortalecida por cooperativas tecnologicamente avançadas, com práticas regenerativas e inclusivas. Onde todos têm acesso ao universo financeiro – como conta corrente, crédito pessoal, programas e produtos cocriados com a comunidade –, inclusive cidadania financeira e a benefícios econômicos e sociais. Imagine um Brasil em que o crédito flua livremente para projetos sustentáveis, para pequenos negócios locais, para energia renovável e iniciativas sociais, transformando radicalmente realidades locais. Nesse futuro hipotético, existe confiança e fé no poder comunitário.

Este não é um futuro utópico ou distante. Movimentos emergentes como bancos cooperativos digitais, plataformas DeFi e organizações autônomas descentralizadas (DAOs), já apontam caminhos concretos para esse amanhã. Países como a Espanha, Alemanha, Canadá e Brasil já testemunham experimentos ousados.

Agora, vamos olhar o cenário em 2025: a aceleração da IA já está implodindo a carreira dos recém-formados e caminha para alcançar um nível de sofisticação superior à inteligência humana em diversas áreas. Essa tecnologia poderá avançar além do controle humano, levando a consequências imprevisíveis e disruptivas para a sociedade. Não bastasse isso, estamos passando pela emergência climática, guerras e presenciando a desigualdade social virar um abismo, tudo resultado do capitalismo desenfreado, baseado em competição “selvagem”, individualismo e extrativismo

Esse cenário contemporâneo revela a fragilidade – e por que não dizer, nocividade – das estruturas tradicionais e expõe os limites dos modelos de negócios baseados exclusivamente em competição e extração. Assim, cresce o desejo por alternativas e novos caminhos. A Geração Z (pessoas entre 15 a 28 anos), em especial, rejeita instituições pouco transparentes e se mostra disposta a reinventar as bases da convivência social e econômica. Mais de 60% querem reconstruir a sociedade do zero e ser protagonista das transformações. Assim, emerge com força um paradigma econômico revolucionário: o Neocooperativismo.

O que é exatamente Neocooperativismo?

Basicamente, é a evolução do cooperativismo clássico para um modelo econômico adaptado aos desafios contemporâneos.

Nascido há quase dois séculos como resposta coletiva à exclusão econômica e social imposta aos trabalhadores na Revolução Industrial, o DNA do Cooperativismo é a resistência ao individualismo predatório, a busca pela prosperidade partilhada e a capacidade de gerar impacto social com base na colaboração. 

Cooperativas são plataformas para reconfigurar o sistema a partir de valores como inclusão, solidariedade, equidade, autonomia e participação ativa dos associados. O cooperativismo, ao operar sob lógica diferente da maximização do lucro, oferece respostas alinhadas ao desejo coletivo de um futuro mais equilibrado.

Com base no cooperativismo clássico, o Neocooperativismo amplia os mesmos valores fundamentais, porém torna-se mais aderente às necessidades de um mundo que busca alternativas mais humanas, resilientes e regenerativas. Ao incorporar ESG, inovação digital e protagonismo social, o Neocooperativismo faz mais sentido para nossa sociedade no futuro, pavimentando caminhos para futuros coletivos prósperos. Podemos dizer que é o cooperativismo do século XXI, capaz de articular finanças, desenvolvimento local, impacto ambiental, inclusão e inteligência coletiva.

Da raiz ao futuro

Práticas ancestrais do cooperativismo já estavam presentes na Mesopotâmia, Egito e Grécia Antiga, onde agrupamentos se formavam para compartilhar recursos e reduzir riscos coletivos. Na Idade Média, corporações de ofício e confrarias religiosas mantinham caixas comuns para assistência a membros doentes ou desempregados, funcionando como verdadeiras sociedades de apoio mútuo.

No fim do século 18, pensadores iluministas propuseram modelos de produção e distribuição coletivas como alternativa ao capitalismo emergente. Robert Owen (1771–1858), considerado “pai” do cooperativismo moderno, implementou em New Lanark, na Escócia, uma comunidade de trabalho baseada em princípios de colaboração, divisão justa dos lucros, melhores condições laborais e bem-estar dos associados. Seu modelo inspirou diversas iniciativas cooperativistas posteriores como as de Charles Fourier (1772–1837), William King (1786 – 1865), que criaram “falanstérios” e “oficinas sociais” com princípios cooperativos de autogestão e partilha de excedentes.

Foi em 1838, que o Movimento Cartista na Inglaterra inspirou as primeiras associações de crédito entre operários. Estas pessoas buscavam proteger-se da instabilidade do mercado de trabalho e do aumento dos preços, estabelecendo fundos comuns para empréstimos e compra de insumos.

Mas o marco do cooperativismo moderno aconteceu em 1844, quando 28 tecelões da cidade de Rochdale, na Inglaterra, fundaram a Rochdale Society of Equitable Pioneers (Sociedade Equitativa dos Pioneiros de Rochdale, em tradução livre), como resistência à exploração e à exclusão econômica. Eles estabeleceram princípios que tornaram-se modelo para o movimento cooperativo mundial como adesão voluntária, gestão democrática (“um sócio, um voto”), limitação de juros ao capital e distribuição proporcional dos excedentes.

Rapidamente, as cooperativas se espalharam pelo mundo, tornando-se uma força vital em países como Alemanha, Itália, França, Canadá e Brasil. Nos EUA, as cooperativas rurais ajudaram a eletrificar o interior; na Alemanha, as Volksbanken consolidaram o modelo de bancos cooperativos; na Itália, as Banche di Credito Cooperativo (BCCs) movimentam bilhões de euros em ativos, investindo nas pequenas comunidades.

A expansão no Brasil

Ainda antes da proclamação da nossa República, práticas de ajuda mútua entre colonos, militares, funcionários públicos e profissionais liberais, já eram observadas. Essas iniciativas lançaram as bases para o cooperativismo, como a Associação Popular Cooperativa Predial do Recife (1872), a Sociedade Cooperativa de Consumo de Pão, Niterói (1877) e a Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto, em Minas (1889).

Em 1902, o padre suíço Theodor Amstad fundou, em Nova Petrópolis (RS), a primeira caixa de crédito, oferecendo aos agricultores linhas de empréstimo a juros baixos. Nos anos seguintes, Amstad replicou no Rio Grande do Sul, a experiência em Santa Cruz do Sul, Bom Princípio, Lajeado, São José do Herval, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Cerro Largo, dando origem ao que hoje conhecemos como Sistema Sicredi.

A partir de então (e desde a sua fundação), o Sicredi lidera a expansão do cooperativismo financeiro no Brasil focando em inclusão, sustentabilidade, educação financeira e atendimento humano próximo, traduzido pelo conceito “Cuida muito bem do seu dinheiro e melhor ainda de você” – em contraponto à falta de humanização crescente dos serviços financeiros e ao avanço da automação. 

O foco no ser humano e no coletivo se reflete em mais de 9 milhões de associados, mais de 40 mil colaboradores, atuando em mais de 2.100 cidades. Em municípios pequenos, muitas vezes é a única instituição presente fisicamente, criando vínculos, apoiando projetos locais, conhecendo pessoalmente cada associado.

O cultivo das relações interpessoais, o conhecimento do contexto local e o compromisso com a realidade de cada associado, em um mundo cada vez mais automatizado e impessoal, são diferenciais valiosos. A presença física não é um detalhe, mas uma ponte para a inclusão, principalmente em cidades pequenas ou distantes dos grandes centros financeiros.

Reconstruindo comunidades em tempos de desconexão

Nas últimas décadas, escândalos políticos, desigualdades crônicas e o colapso de diversas instituições, erodiram a confiança pública e privada. Em contrapartida, a pandemia e os eventos climáticos extremos evidenciaram como o bem comum depende da ação coletiva. Essa convicção no poder comunitário vem emergindo como um motor essencial para a reconstrução do tecido social

Esse movimento global é revelado no novo estudo do Sicredi e Box1824: quanto maior a crise institucional, mais cresce a confiança no poder do coletivo. Dados globais e nacionais apontam que 73% das pessoas sentem que seus vizinhos são a comunidade mais importante de sua vida, e 61% valorizam as conexões locais acima das globais. Isso é uma reação à crescente impessoalidade do mercado financeiro tradicional. 

Essa valorização do local se reflete também na forma como as soluções financeiras são ofertadas. Ao invés de soluções genéricas – que não fazem sentido em um mundo diverso, plural e cheio de especificidades regionais –, a cocriação de produtos com os associados, respeitando a cultura e os desafios de cada região, fortalece a economia local e gera círculos virtuosos de prosperidade coletiva.

Com isso, o mercado financeiro é provocado a se planejar para a implementação de uma nova lógica – a lógica do coletivo. A confiança agora nasce do coletivo. Com a crise das instituições, pessoas se unem por valores de empatia e comunidade. As conexões em rede são agora uma estratégia de sobrevivência para as empresas – e o Cooperativismo é uma ferramenta para isso.

A reconexão social e a revalorização do “local” tornam o modelo cooperativista hiper relevante. Acreditar no potencial da localidade e território, fomentar laços, cultivar pertencimento, tudo isso é, desde sempre, a prática do cooperativismo. 

ESG, muito antes de ser tendência

Não é mais uma questão de opção das instituições e organizações: o setor privado está cada vez mais pressionado a agir em questões sociais e ambientais. Hoje, 73% das pessoas concordam que os consumidores devem cobrar posicionamentos sustentáveis das empresas, forçando-as a contribuir para um mundo mais justo, inclusivo e sustentável.

Muito antes de virar mantra corporativo, cooperativas já praticavam ESG, com compromissos ambientais, sociais e de governança. Ambientalmente, elas incentivam práticas de produção sustentável, conservação de recursos naturais e energias renováveis; socialmente, promovem a inclusão, igualdade de gênero, desenvolvimento comunitário e empoderamento econômico; em termos de governança, o cooperativismo prioriza a transparência, a participação democrática e a distribuição equitativa de benefícios. 

A lógica cooperativa, por si só, já promove uma distribuição mais equitativa dos recursos e o fortalecimento do capital social. Isso a torna uma aliada natural dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e de qualquer agenda ESG que pretenda, de fato, transformar o mundo. 

No Brasil, o Sicredi já investiu mais de R$50 bilhões em produtos voltados para a Economia Verde. Lançou a primeira Letra Financeira Sustentável do mercado brasileiro com recursos convertidos em crédito para projetos alinhados à sustentabilidade. Por entender as vocações regionais, é referência em projetos de inclusão produtiva, com ênfase no protagonismo feminino e diversidade, investindo mais de R$14 bilhões em crédito para empresas lideradas por mulheres apenas em 2024. 

No contexto internacional, exemplos como o grupo Desjardins (Canadá) e Rabobank (Holanda) mostram que cooperativas também estão à frente em finanças verdes, inclusão de jovens e apoio a pequenos produtores. O Sicredi faz parte desse grupo de inovadores, promovendo não só responsabilidade, mas regeneração.

Bem-estar e saúde financeira

Saúde financeira não se trata apenas de ter as contas pagas. É sobre viver com autonomia e independência, fazer escolhas com consciência e construir um futuro com base sólida. O cooperativismo oferece ferramentas para isso, desde a oferta de linhas de microcrédito a programas de capacitação que ampliam a possibilidade de ascensão social e inclusão produtiva

A insegurança financeira também é mitigada no cooperativismo por meio de programas acessíveis de educação financeira. Só nos últimos três anos, 40 mil ações educacionais do Sicredi impactaram direta ou indiretamente mais de 78 milhões de brasileiros – como o “Cooperação na Ponta do Lápis” – além do suporte direto a empreendedores locais e famílias endividadas. Ao investir em projetos de educação continuada, estímulo ao empreendedorismo e inclusão de grupos vulneráveis, observa-se um bem-estar mais amplo, que integra segurança econômica, saúde mental e cidadania plena.

Na Europa, cooperativas como as Credit Unions britânicas e as Sparkassen alemãs também desenvolvem programas robustos de literacia financeira, mostrando que a preocupação com o bem-estar e saúde mental é global.

Tendências para o Cooperativismo do futuro

O cooperativismo é um movimento sistêmico para transformar o sistema financeiro em plataforma de prosperidade coletiva. Ele redefine o papel das instituições financeiras de provedoras de crédito para impulsionadoras de desenvolvimento integral, individual e coletivo. Isso implica novas métricas de sucesso que não sejam só rentabilidade e lucro, mas bem-estar, regeneração ambiental, coesão social e empoderamento comunitário.

Quando olhamos para futuros, podemos ver cooperativas atuando como plataformas abertas, promovendo inovação aberta, intercâmbio de experiências e alianças estratégicas nacionais e internacionais. As cooperativas do futuro tornam-se articuladoras de ecossistemas locais, conectoras de talentos, incubadoras de impacto e parceiras no enfrentamento de grandes desafios sociais e ambientais. Essa conexão com o movimento cooperativista global amplia o potencial de aprendizagem, crescimento e resiliência, o que poderá reforçar a vocação do Brasil como líder mundial em inclusão financeira.

Em tempos de desinformação, cooperativas do futuro passam a ser vistas como “hubs de confiança”; em tempos de polarização, como espaços de escuta; e em tempos de urgência climática, como catalisadoras da inovação social

O estudo desenvolvido pelo Sicredi e a Box1824, aponta cinco grandes tendências que, juntas, moldam o futuro do cooperativismo de crédito, o Neocooperativismo:

1. Economia Regenerativa

Vai além de mitigar danos ambientais – busca restaurar e nutrir ecossistemas e comunidades. O cooperativismo, nesse cenário, atua como financiador de práticas agrícolas regenerativas, infraestrutura verde e energias renováveis. A regeneração também se dá no campo das relações humanas e da confiança institucional. 

No Brasil, temos a expansão de linhas de crédito para energias limpas, sistemas agroflorestais e agricultura orgânica. O Sicredi vem atuando em finanças verdes com iniciativas que utilizam o capital para alcançar um desenvolvimento mais sustentável e a transição para uma economia de baixo carbono. 

Exemplos internacionais que valem ser destacados são do grupo Desjardins, no Canadá, que é referência em cooperativismo financeiro, inovação social e práticas ESG; na Holanda, o Rabobank financia projetos de agricultura regenerativa e promove a economia circular; nos Estados Unidos, a Credit Unions atua em comunidades carentes, apoiando a gig economy e usando tecnologia para democratizar serviços.

2. Neocoletivismo e Impacto Social

Comunidades de grupos sub-representados e historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas negras, quilombolas e agricultores familiares estão começando a produzir narrativas, organizações e negócios. Esse movimento emergente é impulsionado pelo investimento em negócios de impacto social e ambiental que já movimenta bilhões no Brasil. 

O Sicredi já investiu mais de R$300 bilhões por meio do FATES, Fundo Social, doações, leis de incentivo e patrocínios, como também em programas para mulheres empreendedoras e apoio a negócios locais. Em 2022, realizou uma captação de USD 100 milhões destinados a financiar micro, pequenas e médias empresas brasileiras lideradas por mulheres. 

3. Cidades Inteligentes e Desenvolvimento Regional

Cidades inteligentes são aquelas orientadas para o desenvolvimento econômico sustentável, que empregam a tecnologia de modo estratégico para que a população tenha uma rede eficiente de serviços e infraestrutura.

A presença física, especialmente em regiões esquecidas por grandes bancos e  negligenciadas pelo sistema financeiro tradicional, torna-se estratégia para a inclusão econômica e dignidade territorial, sendo vetor para a digitalização do interior do Brasil, o estímulo à cultura empreendedora e o combate à exclusão territorial. Dos municípios em que o Sicredi está presente, 86% são cidades com até 100 mil habitantes. Dos municípios em que são exclusivos, 94% têm menos de 10 mil habitantes.

4. Inclusão Financeira

Essa tendência relaciona-se à democratização do acesso ao universo financeiro: garantir que ninguém ficará para trás a cada nova inovação gerada.

Num país como o Brasil, com mais de 34 milhões de pessoas excluídas do sistema bancário, o cooperativismo tem papel fundamental. O Sicredi é muitas vezes a única porta de entrada a serviços financeiros básicos em localidades sem histórico de bancarização. O compromisso, além da inclusão, envolve a cidadania financeira, a promoção de mobilidade social, geração de emprego, renda e cultura de poupança. Internacionalmente, Credit Unions americanas e cooperativas africanas também fazem a diferença onde bancos não chegam.

5. Cooperativismo de Plataforma

Essa tendência emerge como uma força transformadora na economia digital, impulsionando a colaboração, a equidade e o empoderamento dos associados e das comunidades.

A digitalização do modelo cooperativo permite que trabalhadores autônomos, microempreendedores e comunidades conectadas criem redes econômicas descentralizadas e colaborativas. O Brasil, por exemplo, possui cerca de 1,4 milhões de trabalhadores inseridos na gig economy, o que representa 31% do total estimado de 4,4 milhões de pessoas alocadas no setor de transporte, armazenagem e correio no país.

O Sicredi já estuda caminhos para fomentar essas plataformas de impacto, integrando aplicativos, fintechs solidárias e sistemas inteligentes para facilitar o acesso, a personalização e o compartilhamento de valor. Internacionalmente, o movimento Platform Cooperativism Foundation, dos EUA, impulsiona soluções colaborativas para o trabalho digital.

Desafios e alavancas estratégicas

O caminho para o futuro do cooperativismo não é linear e simples. Existem desafios importantes como a resistência das estruturas tradicionais, a regulação rígida e a necessidade de alfabetização digital avançada.

Outro desafio é integrar as novas gerações a esse modelo. Para isso, é preciso novas narrativas, espaços de cocriação e oportunidades para protagonismo real. É essencial promover o diálogo intergeracional e intercultural dentro das cooperativas, garantindo que futuros melhores sejam cocriados de forma plural, com respeito às raízes e abertura ao novo.

Uma cultura de inovação e experimentação contínua é necessária para transpor esses desafios. Lideranças do cooperativismo devem desenvolver o pensamento sistêmico e fortalecer a cultura digital e o aprendizado contínuo. Esses líderes devem ser capazes de unir tradição, tecnologia e ousadia.

Outro ponto vital é o fortalecimento das redes de apoio e aprendizagem entre cooperativas, promovendo inovação aberta, intercâmbio de práticas bem-sucedidas e alianças estratégicas que rompam fronteiras geográficas.

No Brasil, o Sicredi tem expandido a parceria com fintechs, universidades, aceleradoras de impacto e governos locais, criando um ecossistema de inovação que conecta experiências globais à realidade do país.

No passado e no futuro, o cooperativismo como motor de futuro coletivos prósperos

Não é um futuro utópico, é um futuro possível e que já está em construção. O cooperativismo é uma resposta aos desafios de hoje e do amanhã. É uma economia que cresce “com” as pessoas e “para” o coletivo. Que valoriza o bem-estar tanto quanto o lucro. Que une inteligência digital e tecnológica com sabedoria comunitária

A transformação proposta pelo cooperativismo exige coragem para questionar as estruturas vigentes, desaprender velhos paradigmas e adotar abordagens radicalmente diferentes. É precisamente neste desconforto provocativo que reside a verdadeira inovação.

Ao romper com a lógica predatória e individualista da economia tradicional, o modelo cooperativista tem o potencial de redefinir radicalmente o que significa prosperidade, sucesso e desenvolvimento econômico. Diante de um mundo em crise, constrói um mundo possível, onde crescer juntos é mais do que uma promessa: é a própria essência do futuro.

Criando juntos futuros prósperos

Este é o momento de unir forças para transformar ideais visionários (e não utópicos) em realidade. Especialistas financeiros, futuristas, inovadores sociais e estudiosos de novos modelos econômicos têm um papel fundamental nessa transição. 

Para materializar plenamente o potencial do cooperativismo, precisamos de ação imediata e engajada. Líderes, inovadores, cooperativistas e cidadãos conscientes unindo forças para expandir esse movimento.

É hora de transformar ideias ousadas em realidades concretas, de imaginar e criar um futuro radicalmente melhor. O cooperativismo é uma revolução que coloca a colaboração acima da competição, a regeneração acima da extração, e o bem comum acima do lucro individual.

A oportunidade é coletiva. O futuro é cooperativo. O Sicredi te convida a fazer parte — não só como associado, mas como cocriador desse novo capítulo para os brasileiros.

Lilia Porto

Economista, fundadora e CEO do O Futuro das Coisas. Como pensadora e estudiosa de futuros tem contribuído para acelerar os próximos passos para organizações e para uma sociedade mais justa e equitativa.

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