Vidros flexíveis vão fazer parte do seu dia-a-dia


03 fev 2017

Um novo material está tomando forma no centro de pesquisa da Corning, em Nova York. No futuro, ele será utilizado para tornar alguns produtos extremamente flexíveis e leves.

Reconhecida por fabricar vidros especiais, essa empresa busca agora abrir categorias totalmente novas de produtos, como celulares e tablets, que possam dobrar ou rolar.

Assim, alguns pesquisadores da empresa estão dedicados exclusivamente em descobrir novas propriedades do vidro.

Um deles, Adam Ellison, cientista de materiais, ajudou a desenvolver o Gorilla Glass, um material resistente, fino e leve, encontrado em vários smartphones.

Nestas novas pesquisas, busca-se um vidro mais fino e flexível, que poderia por exemplo, curvar superfícies como a do interior de automóveis em telas touch-screen.

O Gorilla Glass é hoje o material usado em telas touch-screen. (Foto: Corning)

 

Diariamente, funcionários da Corning, com máscaras e trajes espaciais, trabalham na fornalha a 1.600 °C, preparando de 8 a 12 experimentos, e fornecendo amostras para que os cientistas da empresa possam saber o que pode acontecer se tentarem algo novo, como por exemplo, derreter o vidro a uma temperatura diferente. 

Funcionários da Corning abrem um forno de 1.600 °C onde o vidro é derretido em um dos experimentos. (Cortesia: MIT)

 

Potenciais produtos passam por todo tipo de teste, traumas e diferentes métodos de fabricação para que os cientistas descubram como tudo isso afeta as propriedades do vidro. Por exemplo, lá pode-se observar:

Uma máquina dobrar repetidamente um pedaço fino de vidro para eles verem quanto tempo esse vidro pode aguentar…

Outra máquina dobrar o vidro em dois até ele quebrar com um forte barulho…

Especialistas em fractografia – ciência que estuda os processos mecânicos que levam à propagação de fendas e fissuras, diminuindo a resistência do material – usarem máquinas personalizadas para medir a pressão necessária para fraturar o vidro…

Com microscópios, os pesquisadores estudam os padrões dessas fraturas. Sabe-se que o vidro mais forte irá fraturar com um grande número de rachaduras; Vidros mais frágeis quebram em apenas algumas partes. Materiais que passam nos testes poderão ser usados em telefones celulares e outras superfícies.

Sob uma lente polarizada, listras coloridas indicam a tensão mecânica dentro de um vidro experimental. A iridescência nesta amostra sugere que quebrará facilmente e que os pesquisadores devem alterar as condições de processamento. (Cortesia: MIT)

 

A maior parte da pesquisa concentra-se em novos processos de fabricação e em melhorias de produtos existentes, como o Gorilla Glass.

Esta espiral de vidro ultrafina foi cortada com um novo processo de usinagem a laser. (Cortesia: MIT)

 

Mas, os cientistas também estão inventam coisas novas. Um dos projetos recentes de Ellison, por exemplo, foi recriar o vidro usado para fazer o Cálice de Licurgo, da Roma do século IV, que quando iluminado pela frente, tem a cor verde jade, mas, quando iluminado por trás, sua coloração muda para vermelho sangue.

O cálice de Licurgo de 1.600 anos que muda de cor já usava princípios da nanotecnologia (Cortesia: Amusing Planet)

Via MIT

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Redação O Futuro das Coisas
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