Tecnologia irá prever piora dos pacientes em hospitais


04 mar 2018

Aproximadamente 11% das mortes em hospitais acontecem pelo declínio do quadro do paciente, não sendo reconhecido logo ou tratado da maneira correta. Isso é um problema global.

Uma das principais organizações de saúde do mundo, a US Department of Veterans Affairs (VA), em parceria com a DeepMind, empresa da Alphabet focada em inteligência artificial, anunciaram que estão trabalhando para prever mudanças potencialmente fatais na condição de um paciente, mesmo antes de qualquer sinal de advertência.

Especialistas e pesquisadores de renome mundial, estão analisando os padrões de 700,000 registros médicos anônimos*, a fim de determinar se a tecnologia de aprendizado da máquina (machine learning) pode identificar com precisão os fatores de risco durante a internação hospitalar, prevendo corretamente a piora do paciente.

A princípio, a pesquisa se concentra nos fatores de risco da insuficiência renal aguda (IRA), que é a perda súbita da capacidade dos rins filtrarem resíduos, freqüentemente ocorrendo, sem sinais de aviso, após procedimentos de rotina como uma substituição de quadril. A pesquisa também foca na pneumonia, porque seu início também é repentino e muitas vezes assintomático. Ambas podem ser fatais.

O objetivo é encontrar maneiras de melhorar os algoritmos atualmente usados ​​para detectar a IRA (principalmente) para que médicos e enfermeiros possam intervir a tempo.

Em um mundo onde quase todos os recursos hospitalares se destinam para solucionar os sintomas depois que as pessoas já estão doentes, esperamos que técnicas de previsão possam pavimentar o caminho para melhores cuidados preventivos de saúde, evitando que as pessoas fiquem doentes.” – Dominic King, da DeepMind Health

O trabalho que a DeepMind e a VA estão realizando ainda é exploratório, mas há otimismo quanto ao potencial de longo prazo da tecnologia de aprendizagem de máquina. Eles esperam aplicar abordagens semelhantes para outros sinais de declínio evitando que pacientes possam desenvolver infecções e condições graves – em última análise, salvar vidas.

* Os dados utilizados na pesquisa são anônimos, o que significa que qualquer informação que poderia ser usada para identificar pessoas foi removida antes que a DeepMind a recebesse.

Fonte: DeepMind

Crédito da imagem da capa: Pixabay

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Redação O Futuro das Coisas
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