Quando a AI melhora o desempenho humano em vez de ser uma ameaça


23 maio 2017

Para quem tem receio que a inteligência artificial (AI) assuma o controle de tudo e roube os empregos uma boa notícia: essa tecnologia pode melhorar o desempenho humano.

Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Yale publicado há 5 dias na revista Nature demonstrou isso. E a AI não precisa sequer ser super sofisticada para fazer a diferença na vida das pessoas; Mesmo uma “simples AI” pode colaborar.

Em uma série de experimentos usando equipes de jogadores (pessoas) e softwares (“bots”), estes últimos impulsionaram o desempenho tanto das equipes quanto dos jogadores individuais.

O experimento foi feito com um jogo online em que as equipes tinham que coordenar suas ações para atingir uma meta em comum (uma meta coletiva). A meta era que cada ponto tivesse uma cor diferente de todos os seus vizinhos. Os participantes receberam US$ 2 e um bônus decrescente de até US$ 3, dependendo da velocidade de chegarem a uma solução (em comum) para o problema de coordenação (em que cada jogador da equipe tinha escolhido uma cor diferente de seus vizinhos). Quando não alcançavam uma solução (em conjunto) dentro de 5 min, o jogo terminava e ninguém recebia nenhum bônus.

Os pontos quadrados mostram os robôs e os redondos os jogadores humanos; As linhas vermelhas espessas mostram os conflitos de cor, que são reduzidos com a participação do bot (à direita). (Crédito: Hirokazu Shirado e Nicholas A. Christakis / Nature)

 

“Grande parte da atual discussão sobre a inteligência artificial foca nela sendo uma substituta dos humanos. Acreditamos que essa discussão deva ser na AI como um complemento para os humanos”. – Nicholas Christakis, co-diretor da Yale Institute for Network Science (YINS) e autor sênior do estudo.

Os jogadores interagiram com bots AI anônimos programados com três níveis de aleatoriedade comportamental – o que significa que esses bots, ​​às vezes, de forma deliberada, cometiam erros (só para atrapalhar). Como também, os bots às vezes eram colocados em diferentes partes da rede de conexões para tentar diferentes estratégias.

Resultado: Os bots reduziram o tempo médio em 55,6% para que as equipes resolvessem os conflitos. O experimento também mostrou um efeito em cascata: jogadores cujo desempenho melhorou ao trabalhar com os bots, eles acabaram influenciando os outros jogadores na melhora do desempenho. Mais de 4.000 pessoas participaram desse experimento, que utilizou o software chamado breadboard desenvolvido pela Yale.

Os resultados têm implicações para uma variedade de situações em que as pessoas interagem com a tecnologia da AI, de acordo com os pesquisadores. Os exemplos incluem os excitadores humanos que compartilham de estradas com carros autônomos e as operações em que os soldados humanos trabalham em tandem com AI.

“Os bots podem ajudar os humanos a se ajudarem”, acredita Christakis. Um exemplo prático disso: o CEO da Salesforce, Marc Benioff, usa um bot, chamado Einstein, para ajudá-lo a administrar sua empresa.

Com tecnologia avançada de aprendizado de máquina, aprendizado profundo, análise preditiva, processamento de linguagem natural e descoberta inteligente de dados, bots como o Einstein podem ser personalizados para cada cliente. E mais importante, esses bots podem ser incorporados ao contexto do negócio, descobrindo automaticamente insights relevantes, predizendo comportamentos futuros, recomendando proativamente ações e automatizando tarefas.

“AI é a próxima plataforma. Todos os futuros aplicativos para empresas serão construídos em AI “, prevê Benioff.

Fonte: Nature

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Redação O Futuro das Coisas
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