Pele inteligente pode prevenir trombose e hemorragias


01 dez 2016

A trombose, uma das principais causas de mortalidade no mundo, ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo que bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na perna ou braço, mas também pode não apresentar nenhum sintoma.

O problema maior é quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, em um processo chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa nos pulmões, no cérebro, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.

Existem algumas opções de tratamento disponíveis como por exemplo o uso de anticoagulantes, como a heparina, só que nesse caso, o paciente precisa checar seu sangue regularmente para garantir dosagens adequadas…

Uma dose demasiadamente elevada pode causar problemas como hemorragia espontânea, enquanto que doses muito pequenas podem não prevenir a trombose (os perigosos coágulos sanguíneos).

Semana passada, pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte e da Universidade da Carolina do Norte Chapel Hill divulgaram que desenvolveram um “patch” anticoagulante inteligente que libera apenas a dose necessária de heparina.

Esse emplastro  é inserido transcutaneamente na pele e foi projetado para monitorar o sangue do paciente, liberando o anticoagulante conforme necessário.

Microagulhas indolores entregam a quantidade certa de heparina no sangue (crédito: Yuqi Zhang)

 

O emplastro tem uma matriz de micro agulhas indolores feitas de um material que é responsivo à trombina (uma enzima que catalisa a coagulação no sangue). Quando níveis elevados de enzimas da trombina na corrente sanguínea entram em contato com as microagulhas, as enzimas fazem com que o material responsivo à trombina nessas microagulhas liberem a quantidade certa de heparina na corrente sanguínea.

A novidade foi testada com sucesso em um rato. Zhen Gu, coautor do estudo, disse que o objetivo foi gerar um patch que pudesse monitorar o sangue de um paciente e liberasse a droga quando necessário, como um sistema de auto regulação.

Gu, explicou que o estudo publicado representa um primeiro passo, e que eles estão agora à procura de financiamento para realizar testes pré-clínicos adicionais.

Esse trabalho foi apoiado pela Fundação Alfred P. Sloan, pelo Clinical and Translational Science Awards da NIH, e pela National Science Foundation.

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Redação O Futuro das Coisas
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