O futuro do trabalho em 2030 imaginado por artistas


12 fev 2018

O “futuro do trabalho” é um dos assuntos que vem chamando atenção crescente de profissionais e de universitários. E, normalmente, quando este assunto é tocado, dois ou três problemas vêm junto. Primeiro, há a discussão sobre o impacto do progresso tecnológico – inteligencia artificial e automação – no trabalho e no emprego, e em seguida, se teremos trabalho e empregos suficientes depois disso.

A segunda parte da conversa gira em torno dos novos modelos e estruturas de trabalho. Isso envolve questionamentos sobre novas capacidades, a economia gig, trabalhos autônomos e serviços terceirizados.

O fato é que alguns trabalhos estão desaparecendo e outros surgindo. E, se fizermos um exercício de imaginação… quais seriam os novos trabalhos daqui 10 ou 20 anos?

Uma equipe da agência digital AKQA e do Misk Global Forum participaram de alguns painéis do 48º Forum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) realizado em Davos, na Suíça, no mês passado. Cada discussão que presenciaram eles usaram como inspiração para criar ilustrações de trabalhos que poderão existir em 2030.

Apresentamos a seguir algumas dessas artes. Umas parecem mais ficção do que realidade, mas outras estão realmente bem fundamentadas, como os “operadores de impressoras para superestruturas”.

Engenheiro de blockchain

Imagine um engenheiro de serviços públicos do futuro. A responsabilidade desse profissional seria expandir a infra-estrutura da tecnologia blockchain, dando acesso às pessoas a bancos seguros em áreas remotas do planeta.

Arte inspirada no painel “The Remaking of Global Finance“, com Christine Lagarde, Paul Achleitner, Laurence D. Fink, Philip Hammond, Steven Mnuchin, Jin Keyu e Geoff Cutmore.

Cirurgião remoto

Seria um médico que presta cuidados de saúde a pacientes que estejam em áreas rurais ou em áreas de difícil acesso através de um robô com conexão 5G.

Arte inspirada no painel “Transforming Healthcare in the 4th Industrial Revolution“, com Rajeev Suri, Satya Nadella, Michael F. Neidorff, Frans von Houten e Rebecca Blumenstein.

Operador de impressora para superestruturas

Edifícios já estão sendo impressos 3D. À medida que as impressoras permitem construir em uma escala colossal, irão surgir profissionais para operacionalizar esta tecnologia e gerenciar os processos construtivos.

Arte inspirada no painel “Disrupt to Stabilize: How Youth are Shaping a Fractured World“, com H.E. Khalid A. Al-Falih, David M. Rubenstein, Sir Martin Sorrell, Amal Dokhan, Sona Mirzoyan, Leila Hoteit e Richard Quest.

Avaliador da ética de tecnologias

Seria um pesquisador, contratado por governos para avaliar as novas tecnologias e decidir se são apropriadas para o uso da população.

Arte inspirada no painel “In Technology We Trust?“, com Marc R. Benioff, Rachel Botsman, Dara Khosrowshahi, Sir Martin Sorrell, Ruth Porat e Andrew R. Sorkin.

Reciclador de aterros

À medida que a tecnologia permitirá que os países produzam localmente tudo que precisarem, esse profissional recuperaria materiais depositados em aterros para reutilização em novas produções.

Arte inspirada no painel “From Linear to Exponential Value Chains“, com Tarek Sultan Al Essa, Johan C. Aurik, Inga Beale, Dharmendra Pradhan e Gisbert Rühl.

Curador e conservacionista da identidade nacional

Este profissional faria uma curadoria de peças importantes da arquitetura de uma cidade ou de um país, preservando-as digitalmente para sempre – trabalho que, de certa forma, já acontece.

Arte inspirada no painel “WPP Best Countries“, com Sir Martin Sorrell, Beh Swan Gin, Eric Gertler, Fulvio Pompeo e Suresh Prabhu.

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Redação O Futuro das Coisas
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