“Estamos criando uma base muito mais profunda do que a digitalização”


12 nov 2016

Hoje, você vê algumas empresas, governos, modelos de negócios, produtos e processos num esforço grande de transformação digital.

Rapidamente eles tornam-se digitais à medida que adotam tecnologias analíticas, móveis, sociais e de nuvem, para buscar economias de custo, agilidade e colaboração.

Mas, a digitalização não é o objetivo final…

Ginni Rometty, CEO da IBM acredita que dentro de cinco anos, todas as principais decisões de negócios serão apoiadas pelas tecnologias cognitivas.

A IBM – principalmente essa empresa – está criando as bases para uma transformação muito mais profunda do que a digitalização, e que virá dentro de poucos anos.

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Ginni Rometty, CEO da IBM (Crédito: Joe Pugliese)

 

Numa matéria publicada no MIT Sloan, Ginni diz que a primeira vez que sentiu a magnitude dessa transição foi em 2011, quando viu o sistema Watson da IBM ganhar do “Jeopardy”.

Na época, ela sentiu que a tecnologia da inteligência artificial (AI) finalmente sairia do laboratório para o mundo.

Na matéria, Ginni observa três pontos:

Primeiro, as tecnologias necessárias para os sistemas cognitivos – que não são apenas a AI, mas muitas outras como o processamento de linguagem natural, interação homem-computador, aprendizado profundo, redes neurais – fizeram avanços exponenciais nos últimos anos.

Em segundo, a abundância de dados que está sendo gerado no mundo todo hoje requer tecnologia cognitiva. Grande parte desses dados “não são estruturados”: vídeo, áudio, saídas de sensores e tudo o que é codificado em linguagem, desde revistas médicas até tweets

Entretanto, Ginni complementa, tais dados não estruturados são “obscuros” para os sistemas computacionais tradicionais. Os computadores podem capturar, processar e armazenar os dados, mas eles não conseguem entender o que esses dados significam (razão pela qual, segundo ela, os sistemas cognitivos são tão vitais).

E em terceiro, para Ginni o ponto mais importante, é que iremos ver cada vez mais sistemas que aprendem. E de fato, ela reforça que nós precisamos de sistemas que aprendam, com tantos problemas e desafios que temos no mundo: precisamos prever o risco nos mercados financeiros, antecipar o comportamento do consumidor, garantir a segurança pública, gerenciar o tráfego, otimizar as cadeias de suprimentos globais, personalizar a medicina, tratar doenças crônicas e prevenir pandemias.

Jon Simon/Feature Photo Service for IBM

Scott Spangler, principal cientista de dados da IBM Watson Innovations, demonstra como a tecnologia cognitiva do Watson pode agora mostrar visualmente as conexões entre a literatura científica e informações sobre medicamentos. (Crédito: Jon Simon para IBM)

 

Todos esses desafios vão muito além da sobrecarga de informações que temos hoje. Vivemos numa era de sobrecarga cognitiva, caracterizada por um aumento exponencial da complexidade da tomada de decisão. Por isso precisamos de sistemas mais avançados para nos ajudar!

Ginni diz que é impossível criar protocolos, algoritmos ou códigos de software que antecipem com sucesso todas as permutações, trajetórias e interações possíveis. Já os sistemas cognitivos podem melhorar com o tempo de uso, a medida que recebem treinamento de especialistas, interagem com clientes, e se alimentam de dados de suas próprias experiências, sucessos e falhas.

Vamos esperar pra ver o que vem por aí. Para saber mais como a IBM pretende tornar os negócios mais cognitivos, veja essa nossa matéria aqui.

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Redação O Futuro das Coisas
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